FAQ's

A Consulta de Periodontologia

A Consulta de Periodontologia

A periodicidade das consultas de manutenção será determinada de forma individual. O seu médico dentista irá adequar a regularidade das consultas de acordo com a sua situação clínica (doenças sistémicas, hábitos tabágicos e de higiene oral, resposta ao tratamento periodontal previamente realizado).

Geralmente, numa fase inicial o intervalo de consultas na fase de tratamento de suporte será mais reduzido, com consultas de controlo de 3 em 3 meses.

De salientar que o seu médico dentista poderá aconselha-lo a realizar consultas com intervalos menores, dependendo dos seus factores de risco.

A longo prazo a regularidade das consultas de manutenção poderá ser diminuída, com agendamento de consultas de 6 em 6 meses.

O objectivo do tratamento de suporte periodontal será a manutenção da saúde periodontal a longo prazo.

Sendo assim, estas consultas de controlo terão de ser encaradas como uma rotina ao longo da vida.

A monitorização continuada é essencial para prevenir a recorrência e permitir a estabilização da doença.

O tratamento de manutenção ou de suporte periodontal inicia-se após se ter estabelecido o controlo da doença periodontal. Esta fase do tratamento tem como objectivo a prevenção da recorrência da doença e consistirá de um exame clínico periodontal e radiográfico que permita aferir a actual situação clínica.

Nas consultas de manutenção serão também realizados procedimentos de eliminação de placa bacteriana e tártaro. Por se tratar de uma doença de etiologia bacteriana, nestas consultas de manutenção são avaliados os hábitos de higiene oral e, sendo necessário, reforçadas as instruções e ajustadas as técnicas de higiene oral.

É também fundamental actualizar a história clínica, uma vez que algumas patologias sistémicas poderão influenciar a saúde periodontal.

Estão habilitados a fazer tratamentos no âmbito da periodontologia os

  • Médicos Dentistas;
  • Médicos Estomatologistas;
  • Higienistas Orais;

Sendo que estes últimos têm a sua actividade limitada ao tratamento não cirúrgico e à manutenção periodontal.

Existem cursos de pós-graduação em periodontologia que conferem competências mais especializadas aos profissionais que os frequentam.

As radiografias intraorais são o exame complementar mais frequente e são fundamentais para avaliar a quantidade de tecido de suporte dentário remanescente, assim como a morfologia das raízes dentárias e dos defeitos ósseos a elas associados.

Em casos particulares, pode igualmente ser necessário identificar as bactérias presentes na placa, através de exames microbiológicos de pequenas quantidades de placa bacteriana.

Depois de estabelecido o diagnóstico e o prognóstico de um determinado caso, o plano de tratamento inicia-se por uma fase inicial higiénica, que tem por objectivo a eliminação da placa bacteriana e dos cálculos dentários (também designados por tártaro) existentes nas superfícies dentárias e radiculares.

Nesta fase, a participação activa do doente é fundamental, visto que tem de manter os baixos níveis de placa bacteriana obtidos depois das consultas. A fase higiénica pode compreender diversas sessões de destartarização por ultrassons e de raspagem e alisamento radicular.

Algumas semanas depois, dependendo do diagnóstico, dever-se-á proceder a uma primeira reavaliação da situação periodontal, de modo a estabelecer a fase seguinte do tratamento, que pode ser de manutenção regular ou correctiva. A fase correctiva compreende a realização de intervenções cirúrgicas com o objectivo de resolver as lesões periodontais mais graves e melhorar o prognóstico de determinadas peças dentárias.

Numa primeira consulta de periodontologia deve ser efectuada uma observação cuidadosa dos tecidos gengivais, com registo de diversos parâmetros clínicos relacionados com as doenças periodontais, nomeadamente sondagem periodontal, hemorragia, localização da margem gengival, mobilidade dentária, placa bacteriana entre outros.
Com base nestes parâmetros, em informações clínicas que o doente forneça e após análise dos exames complementares é identificado um diagnóstico e estabelecido um prognóstico geral.

Deve-se ainda estabelecer um plano geral de tratamento. Todos estes dados devem ser apresentados e explicados ao doente.

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