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INFORMAÇÕES PARA PACIENTES

A SPPI disponibiliza nestas páginas algumas informações e respostas a questões sobre problemas associados a gengivas e implantes.

 

As pastas dentífricas podem conter substâncias com diversas funções, como por exemplo plantas medicinais que ajudam a combater o sangramento das gengivas, clorohexidina que inibe a formação de placa bacteriana, triclosan que facilita a remoção da placa bacteriana e bicarbonato de sódio que neutraliza os ácidos da placa bacteriana.

Os meios auxiliares de higiene oral mais aconselhados são o fio dentário (para espaços interdentário apertados) e os escovilhões interdentários (para espaços interdentários largos).
Estes dispositivos podem ser adquiridos nas farmácias, parafarmácias ou hipermecados.

Está demonstrado que a escovagem manual não remove com sucesso a placa bacteriana das superfícies interdentárias.

Desta forma, vários instrumentos foram propostos para a higiene interdentária: fio dentário, fita dentária e escovilhões.

No passado as escovas eléctricas estavam apenas indicadas para pacientes especiais: idosos, deficientes psico-motores, pacientes com pouca destreza manual.

Actualmente, estas indicações foram alargadas à população em geral, devido ao desenvolvimento tecnológico e aos estudos experimentais que suportam a eficácia das escovas eléctricas.

No entanto, apenas um tipo de escova eléctrica, com cabeça rotatória e oscilante, demonstra uma diferença significativa, na redução de placa bacteriana e gengivite.

Não existe a escova de dentes ideal, mas quando se compra uma escova de dentes deve-se considerar um conjunto de aspectos, adaptá-los à nossa condição oral:

» Cerdas de nylon textura média ou macia e agrupadas em multitufos concentrados;
» Ponta das cerdas arredondadas para não ferir a gengiva;
» Superfície da parte activa plana;
» Cabeça não muito grande para alcançar até os últimos dentes;
» Cabo confortável.

Deve-se escovar os dentes, no mínimo,
» duas vezes por dia (de manhã e à noite), durante 3 minutos,

da seguinte forma:
» nas superfícies exteriores e interiores dos dentes,
» inclinar a escova num ângulo de 45⁰ em contacto com a gengiva e
» fazer pequenos movimentos circulares.

Nas faces mastigatórias dos dentes devemos efectuar
» movimentos curtos de vai-vem.

Escovar também a língua suavemente de forma a remover as bactérias e prevenir o mau hálito.

As bactérias estão constantemente a formar uma camada espessa sobre os dentes, conhecida como placa bacteriana.

Esta placa bacteriana, se não for removida através da escovagem dos dentes, aloja-se entre os dentes e a gengiva provocando inflamação e sangramento gengival (gengivite).

Uma gengivite não tratada pode evoluir para periodontite.

Uma higiene oral eficaz é considerada como 1ª escolha, para a prevenção das doenças periodontais, uma vez que é dirigida directamente para a eliminação do factor etiológico da gengivite e periodontite.

A reabilitação dos dentes perdidos com implantes faz com que, na maioria dos casos, os doentes se esqueçam que aqueles dentes não são os naturais.

É, no entanto, normal que se sintam algumas diferenças no que diz respeito à percepção táctil durante a mastigação.

Os pacientes com periodontite, mesmo que “tratada”, devem ter consciência que têm uma maior susceptibilidade para ir perdendo algum osso à volta dos implantes, pelo que devem ter uma muito boa higiene oral e visitar o seu médico Dentista/Higienista com frequência.

Sim.

Sempre depois de ter a periodontite “tratada”.

A periodontite não tratada é uma contra-indicação absoluta para o tratamento com implantes.

O tratamento com implantes apresenta taxas de sucesso bastante elevadas, normalmente superiores a 95%.

Existem, porém, alguns casos, em que os implantes podem falhar, sem que ocorra, ao contrário do que se costuma ouvir, uma “rejeição”.

Nestes casos o implante é removido e substituído por outro.

Sim.

Hoje em dia, na maioria dos casos, é possível realizar procedimentos prévios que visam “recuperar” o osso em falta, quando o que existe é insuficiente.

Estes procedimentos de regeneração óssea implicam uma cirurgia adicional e aumentam o tempo de tratamento.

São vários.

Podem ser factores de risco sistémicos ou locais. Os mais importantes são o hábito de fumar, a doença das gengivas (periodontite) não tratada e a disponibilidade óssea de cada caso clínico.

Os cuidados normais de qualquer cirurgia.

» Evitar alimentos quentes e crocantes,
» evitar fazer esforços físicos e
» colocar muito gelo, principalmente no dia da cirurgia.

Deverá lavar, escrupulosamente, todos os restantes dentes.

Deverá depois e dependendo do caso, fazer a medicação indicada pelo seu Médico Dentista, da qual podem fazer parte antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos.

Sim.

Depende do caso clínico e de múltiplos factores. Mas é uma possibilidade a considerar.

No entanto, não é sempre possível e nem sempre é a melhor solução.

Na grande maioria das situações é um procedimento simples e não doloroso.

No entanto, como se trata de uma cirurgia, deverão sempre existir determinados cuidados pré e pós operatórios, aos quais os doentes devem obedecer.

Sim.

Nestes casos de reabilitações totais são colocadas um determinado número de implantes de acordo com o tipo de prótese a realizar.

Podendo esta ser totalmente fixa ou não.

Dependendo do número de dentes a restaurar e da disponibilidade óssea existente em cada caso poderão ser necessários vários implantes.

Normalmente não é necessário um número de implantes idêntico ao número de dentes a substituir, são necessários normalmente menos implantes que dentes a substituir.

No caso dos implantes, bastará a colocação de um implante no osso alveolar e sobre este será confeccionada uma coroa fixa (parte visível do dente).

Em casos de desdentados totais a principal vantagem é permitir uma maior estabilidade das próteses.

No caso de reabilitações parciais (1 dente ou vários dentes), os implantes permitem conseguir prótese fixas sem que sobre os dentes adjacentes exista qualquer intervenção (desgaste).

Em primeiro lugar nenhum substituto é melhor que o dente natural.

Só quando o dente natural não puder ser salvo é que devemos pensar nas alternativas. Basicamente existem três alternativas: os implantes, as prótese fixas apoiadas em dentes naturais e as prótese removíveis.

Dependendo de cada caso clínico poderá ser ou não a melhor solução.

Sendo um dispositivo colocado dentro do osso alveolar, o seu sucesso depende de uma cicatrização adequada, o que implica que o osso “agarre” o implante e o reconheça como se de uma raiz de um dente se tratasse.

Este fenómeno é designado de osteointegração.

O implante serve para substituir um dente perdido.

O implante serve de suporte a futuras próteses dentárias.

Dependendo de cada caso e do número de implantes colocados, permitirão sustentar e fixar diferentes reabilitações, que podem ser de apenas um dente até uma arcada dentária total.

É um dispositivo de titânio que é colocado cirurgicamente dentro do osso alveolar dos maxilares.

O procedimento cirúrgico para colocação de um ou mais implantes é simples e não é doloroso.

Sim, é possível, na grande maioria dos casos. No entanto, a correcção implica, geralmente, a utilização de aparelhos fixos. Este tipo de tratamento (designado por ortodontia permite mover os dentes dento do osso) só pode ser efectuado depois de devidamente controlada a doença periodontal (que conduziu à perda do suporte dos dentes).

Em raras situações a correcção pode estar totalmente impossibilitada pela perda excessiva dos tecidos de suporte periodontal.

Contudo, em muitas situações a correção não só é possível, como também, é recomendada de forma a facilitar a higienização das peças dentárias e a evitar forças que tendem a piorar a situação periodontal dos dentes afectados.

Os dentes encontram-se inseridos no osso dos maxilares de forma indirecta. Ou seja, a sua união ao osso é conseguida através de um conjunto de fibras que no seu conjunto se designam por ligamento periodontal.

Assim, a migração dos dentes acontece quando estas estruturas de suporte dos dentes são danificadas.

Na presença de doença periodontal o suporte dos dentes vai sendo perdido e como consequência os dentes tornam-se mais susceptíveis a alterações na sua posição.

O tipo de movimento que se verifica vai depender das forças que são exercidas sobre os dentes, nomeadamente as forças oclusais e de mastigação, bem como as forças decorrentes da fala e deglutição através da língua e dos lábios.

De acordo com as diferentes causas de sensibilidade, assim o seu tratamento é diferente. Quando a sensibilidade é causada por exposição das raízes dentárias, pode-se, em alguns casos, proceder ao recobrimento cirúrgico das raízes e assim eliminar a sensibilidade.

Nos casos em que tal procedimento não está aconselhado, há algumas pastas dentífricas e colutórios específicos que poderão ser usados diariamente com o objectivo de reduzir a sensibilidade aos estímulos, mas não de forma permanente.

O seu médico dentista pode também aplicar determinados tratamentos locais, não invasivos, que reduzem espontaneamente a sensibilidade, mas que terão de ser repetidos passado algum tempo, quanto os sintomas reaparecerem.

Uma medida importante e transversal a todos os tipos de tratamento, é o aconselhamento e instrução do método de escovagem mais eficaz de forma a manter as raízes dos seus dentes livres de placa bacteriana.

Quando o tratamento periodontal resultar na exposição da superfície radicular, pode aumentar a sensibilidade dentária, mas de uma forma geralmente transitória.

Uma situação muito frequente é o aumento da sensibilidade depois de ser efectuada uma destartarização para remover os cálculos dentários acumulados sobre as coroas dentárias.

Neste caso, a situação é transitória, só permanecendo durante alguns dias.

A sensibilidade dentária pode ter várias causas, entre elas a existência de cáries dentárias, de restaurações fracturadas ou infiltradas por cárie, coroas fracturadas, fissuras dentárias e exposição de raízes dentárias por problemas periodontais, perda de esmalte ou desgaste dentário.

Uma vez que as causas são tão diversas, deve consultar o seu médico dentista para esclarecer melhor a etiologia.

O primeiro passo no controlo do mau hálito assenta numa higiene oral rigorosa executada pelo doente e que deve incluir:

» A escovagem dos dentes, efectuada de forma que permita a remoção eficaz da placa bacteriana;
» A higienização dos espaços entre os dentes, recorrendo a fio dentário e/ou escovilhões interdentários, consoante a largura desses mesmos espaços;
» A higienização da língua através do uso de raspadores linguais ou de escovas dentárias equipadas com dispositivos para a higiene lingual. Este é um passo importante para o controlo do mau hálito, pois estima-se que 60% dos compostos voláteis de enxofre têm origem na superfície da língua.
» Adicionalmente, o Periodontologista ou o Médico Dentista deve proceder ao tratamento e controlo das doenças periodontais existentes.

O recurso a pastas dentífricas que integram um
» agente antibacteriano (como por exemplo, o triclosan/copolímero) ou
» a bochechos com colutórios contendo clorohexidina ou cloreto de cetilperidíneo (como anti-sépticos) e
» um componente de zinco (que tem a capacidade de inibir o processo de degradação bacteriano), pode ter algum benefício adicional nos casos em que as técnicas de higiene oral se revelam insuficientes na redução do mau hálito.
v Na eventualidade de o mau hálito não responder a estes tratamentos, deverão ser pesquisadas causas extra-orais de halitose, bem como a presença de pseudo-halitose ou de halitofobia.

Sim.

A presença de doenças periodontais não tratadas como por exemplo, as gengivites graves ou necrosantes e as periodontites, podem agravar o mau hálito.

Por um lado, as bactérias responsáveis por estas doenças apresentam também a capacidade de produzir compostos voláteis de enxofre. Por outro, as reacções inflamatórias que ocorrem nestas doenças devido à agressão bacteriana favorecem a produção de resíduos que podem ser sujeitos a degradação, contribuindo assim para o aumento dos compostos voláteis de enxofre na boca e agravamento do mau hálito.

Adicionalmente, os compostos voláteis de enxofre produzidos a nível das bolsas periodontais exercem efeitos tóxicos directos sobre os tecidos periodontais, facilitando a agressão das bactérias nestas áreas.

A halitose, vulgarmente conhecida com mau hálito, é um termo geral utilizado para descrever um odor desagradável que emana da boca, independentemente da sua origem.

As causas para o surgimento de mau hálito podem localizar-se a nível da boca (origem intra-oral) ou fora dela (origem extra-oral), sendo provenientes de outras partes do corpo.

A grande maioria dos casos de mau hálito (cerca de 90%) é de origem intra-oral, resultando da acumulação de restos alimentares e de placa bacteriana nos dentes e na região mais posterior da superfície da língua. O odor emanado é devido à produção e libertação de compostos químicos voláteis contendo enxofre e que resultam da degradação dos resíduos retidos, de proteínas presentes na saliva, de células de defesa e de células descamadas da mucosa oral, por alguns tipos de bactérias da placa bacteriana. De igual modo, a presença de cáries dentárias ou de infecções orais também contribui para o aparecimento de halitose.

Em cerca de 10% dos casos, o mau hálito pode ter origem noutra localização que não a boca. Nestas situações, poderá existir uma doença do foro respiratório, digestivo, renal ou metabólico, que leva também à produção de compostos voláteis de enxofre, que são transportados pela corrente sanguínea até aos pulmões e depois libertados pelo ar expirado.

Infecções respiratórias, refluxo gastro-esofágico, falência renal ou diabetes são alguns exemplos das doenças que podem originar mau hálito.

Apesar das causas de mau hálito descritas anteriormente, importa realçar a existência da chamada halitose fisiológica. Trata-se de uma condição transitória que também tem origem na região posterior da língua mas que está associada à diminuição do fluxo da saliva durante o sono.

Afecta a grande maioria das pessoas e não requer qua

As infecções respiratórias associadas com a Periodontite são:
» a pneumonia bacteriana e a
» doença pulmonar obstrutiva crónica.

Ambas as patologias estão dependentes da entrada de agentes infecciosos para o aparelho respiratório.

Neste sentido, pensa-se que a Periodontite por ser uma infecção poderá levar à deslocação dos microrganismos para o aparelho respiratório causando posteriormente infecções respiratórias.

Esta associação entre Periodontite e infecções respiratórias ainda não se encontra totalmente esclarecida.

A Diabetes Mellitus é uma doença endócrina caracterizada por níveis elevados de glicose no organismo. A associação entre a Diabetes Mellitus e a Periodontite tem vindo a ser estudada e comprovada.

Variados estudos têm sustentado a importância e as inúmeras vantagens do tratamento periodontal sobre o controlo metabólico da Diabetes. Um dos factores que contribui para a resistência à insulina e consequentemente para o mau controlo da diabetes é a presença de infecção. Como tal, a Periodontite pela presença de bactérias constituiu uma potencial fonte de desordem metabólica. Por outro lado, a Periodontite leva à ativação da defesa do organismo e consequentemente à inflamação com libertação de produtos que inibem a ação da insulina.

Assim, o diagnóstico da Periodontite, o seu tratamento e controlo são fundamentais para melhorar consideravelmente o controlo da diabetes e desta forma diminuir o impacto dos efeitos adversos da Diabetes.

A Periodontite tem vindo a ser estudada como um potencial factor de risco com interferências negativas na gravidez. Alguns estudos têm associado a existência de Periodontite com a ocorrência de Partos Pré-Termo (aquele que ocorre entre a 22ª semana completa e a 37ª semana de gestação) e de baixo peso ao nascer.

O impacto e os efeitos negativos que o parto pré-termo têm nos recém-nascidos são variados e de severidade considerável. A morbimortalidade para o recém-nascido é tanto maior quanto mais prematuramente ocorrer o parto.

As causas de parto pré-termo não estão perfeitamente esclarecidas, apesar de inúmeras condições estarem perfeitamente estudadas e comprovadas, tais como infecções maternas. No entanto, em muitos casos fica por esclarecer qual o motivo que desencadeou o parto pré-termo.

Existem várias hipóteses para explicar a razão pela qual a Periodontite poderá constituir um factor de risco para os partos pré-termo:
» Deslocação dos microrganismos, responsáveis pela Periodontite, através da corrente sanguínea, desde a cavidade oral até à placenta causando uma infecção.
» Deslocação dos produtos tóxicos dos microrganismos, pela corrente sanguínea, que activam a defesa do paciente com a libertação de produtos que desencadeiam eles próprios o processo do parto.
» Ativação do processo de defesa do organismo, pela presença dos microrganismos na cavidade oral, que ao libertar elevadas quantidades de produtos poder-se-ão deslocar através da corrente sanguínea e assim desencadear o processo do Parto.

Assim, fica claro que pacientes com Periodontite apresentam risco elevado de Parto Pré-Termo pelo que é fundamental o diagnóstico da doença e o seu tratamento para evitar esta situação que afecta severamente o recém-nascido.

As doenças cardiovasculares resultam, na maioria das vezes, de processos de aterosclerose. A aterosclerose é considerada uma doença inflamatória crónica caracterizada pela formação de placas de ateroma no interior dos vasos sanguíneos. Consequentemente, estes ficam obstruídos e a circulação sanguínea fica bastante comprometida, o que poderá levar à privação de oxigénio de alguns órgãos, situação que poderá mesmo conduzir à morte.

Atualmente reconhece-se que a aterosclerose resulta de um processo inflamatório pelo que o papel dos microorganismos assumiu destaque. A Periodontite ao ser uma doença infecciosa começou a ser estudada como um potencial factor de risco para as doenças cardiovasculares.

São variados os mecanismos que parecem explicar a razão pela qual a Periodontite poderá estar associada com as doenças cardiovasculares:

» Tendência genética comum para a Periodontite e para as doenças cardiovasculares. Algumas pessoas parecem estar mais predispostas geneticamente para a infecção.
» Acção dos produtos bacterianos presentes na circulação sanguínea que activam a defesa do organismo e assim desencadeiam a inflamação com a libertação de mediadores inflamatórios. Estes mediadores inflamatórios parecem ser responsáveis pela formação de placas de ateroma.
» Acção dos microorganismos presentes na Periodontite que desencadeiam o processo de infecção em parte responsável pela aterosclerose.
» A Periodontite em alguns estudos tem sido relacionada com níveis elevados de triglicéridos, colesterol e lipoproteínas de baixa densidade. A acumulação de lípidos é tida como um factor que leva à formação de placas de ateroma.

Há muitos anos que se suspeitava que as infecções da boca poderiam ter um impacto não apenas na saúde oral mas também na saúde geral. Ao longo dos anos os estudos científicos têm vindo a provar a existência dessa associação.

A Periodontite é uma infecção oral causada por bactérias que leva à ativação do sistema de defesa do Paciente no sentido de combater a ação das mesmas.

Esta defesa é constituída pela resposta imune inata (menos específica) e adquirida (mais específica), com destaque para o papel desempenhado pela inflamação.

A resposta inflamatória visa eliminar a ação das bactérias e dos seus produtos.

Assim sendo, é esperado que numa situação clínica de Periodontite se verifique a existência de bactérias e toxinas bem como de níveis elevados de mediadores inflamatórios, que resultam da ativação da defesa do organismo.

Ao que parece tanto as bactérias como os produtos de defesa do organismo parecem alcançar zonas distantes da cavidade oral o que justifica o impacto da periodontite a nível da saúde geral.

A Periodontite tem vindo a ser associada com variadas
patologias sistémicas tais como:

» Diabetes Mellitus,
» Doenças Cardiovasculares,
» Infecções Respiratórias,
» Parto Pré-termo,
» Artrite Reumatóide, entre outras.

De todas as associações verificadas aquela com maior evidência é aque relaciona a Periodontite com a Diabetes Mellitus.

Actualmente, destaca-se a importância do diagnóstico precoce da Periodontite bem como o seu tratamento e acompanhamento, já que parece ser cada vez mais evidente que esta doença está longe de ser uma insignificante infecção com implicações apenas a nível oral.

A periodicidade das consultas de manutenção será determinada de forma individual. O seu médico dentista irá adequar a regularidade das consultas de acordo com a sua situação clínica (doenças sistémicas, hábitos tabágicos e de higiene oral, resposta ao tratamento periodontal previamente realizado).

Geralmente, numa fase inicial o intervalo de consultas na fase de tratamento de suporte será mais reduzido, com consultas de controlo de 3 em 3 meses.

De salientar que o seu médico dentista poderá aconselha-lo a realizar consultas com intervalos menores, dependendo dos seus factores de risco.

A longo prazo a regularidade das consultas de manutenção poderá ser diminuída, com agendamento de consultas de 6 em 6 meses.

O objectivo do tratamento de suporte periodontal será a manutenção da saúde periodontal a longo prazo.

Sendo assim, estas consultas de controlo terão de ser encaradas como uma rotina ao longo da vida.

A monitorização continuada é essencial para prevenir a recorrência e permitir a estabilização da doença.

O tratamento de manutenção ou de suporte periodontal inicia-se após se ter estabelecido o controlo da doença periodontal. Esta fase do tratamento tem como objectivo a prevenção da recorrência da doença e consistirá de um exame clínico periodontal e radiográfico que permita aferir a actual situação clínica.

Nas consultas de manutenção serão também realizados procedimentos de eliminação de placa bacteriana e tártaro. Por se tratar de uma doença de etiologia bacteriana, nestas consultas de manutenção são avaliados os hábitos de higiene oral e, sendo necessário, reforçadas as instruções e ajustadas as técnicas de higiene oral.

É também fundamental actualizar a história clínica, uma vez que algumas patologias sistémicas poderão influenciar a saúde periodontal.

Estão habilitados a fazer tratamentos no âmbito da periodontologia os
» Médicos Dentistas,
» Médicos Estomatologistas e
» Higienistas Orais, sendo que estes últimos têm a sua actividade limitada ao tratamento não cirúrgico e à manutenção periodontal.

Existem cursos de pós-graduação em periodontologia que conferem competências mais especializadas aos profissionais que os frequentam.

As radiografias intraorais são o exame complementar mais frequente e são fundamentais para avaliar a quantidade de tecido de suporte dentário remanescente, assim como a morfologia das raízes dentárias e dos defeitos ósseos a elas associados.

Em casos particulares, pode igualmente ser necessário identificar as bactérias presentes na placa, através de exames microbiológicos de pequenas quantidades de placa bacteriana.

Depois de estabelecido o diagnóstico e o prognóstico de um determinado caso, o plano de tratamento inicia-se por uma fase inicial higiénica, que tem por objectivo a eliminação da placa bacteriana e dos cálculos dentários (também designados por tártaro) existentes nas superfícies dentárias e radiculares.

Nesta fase, a participação activa do doente é fundamental, visto que tem de manter os baixos níveis de placa bacteriana obtidos depois das consultas. A fase higiénica pode compreender diversas sessões de destartarização por ultrassons e de raspagem e alisamento radicular.

Algumas semanas depois, dependendo do diagnóstico, dever-se-á proceder a uma primeira reavaliação da situação periodontal, de modo a estabelecer a fase seguinte do tratamento, que pode ser de manutenção regular ou correctiva. A fase correctiva compreende a realização de intervenções cirúrgicas com o objectivo de resolver as lesões periodontais mais graves e melhorar o prognóstico de determinadas peças dentárias.

Numa primeira consulta de periodontologia deve ser efectuada uma observação cuidadosa dos tecidos gengivais, com registo de diversos parâmetros clínicos relacionados com as doenças periodontais, nomeadamente sondagem periodontal, hemorragia, localização da margem gengival, mobilidade dentária, placa bacteriana entre outros.

Com base nestes parâmetros, em informações clínicas que o doente forneça e após análise dos exames complementares é identificado um diagnóstico e estabelecido um prognóstico geral.

Deve-se ainda estabelecer um plano geral de tratamento. Todos estes dados devem ser apresentados e explicados ao doente.

Podem existir dois tipos de consequências: a nível local, na cavidade oral, e a nível sistémico, no resto do corpo.

A nível local, além da consequência mais importante que é a perda dentária, podem existir efeitos nocivos na estética, devido à retracção das gengivas, exposição das raízes, aparecimento de espaços negros entre dentes e alterações nas posições dos dentes, mas também efeitos de compromisso na função mastigatória, devido ao aumento da mobilidade dentária por falta de suporte. A dor e o desconforto, apesar de não serem frequentes, podem ocorrer.

A nível sistémico, as bactérias periodontais podem via circulação sanguínea, seja directamente ou através de toxinas ou factores inflamatórios que geram, afectar outros locais do organismo à distância: aumento do risco de patologia cardiovascular, risco de parto prematuro e recém-nascidos de baixo peso, descompensação da diabetes e outros.

Há essencialmente dois tipos distintos de perioodontites: a crónica e a agressiva. Dentro de cada um, a periodontite pode ser localizada, se afectar um grupo restrito de dentes, ou generalizada, se afectar a maioria dos dentes; igualmente, o grau de gravidade pode variar do mais leve para o mais avançado.

Apesar de, globalmente, terem características clínicas parecidas, a periodontite crónica e a agressiva apresentam perfis de evolução distintos.

Assim, enquanto que a periodontite crónica tem uma evolução mais lenta e afecta, maioritariamente, indivíduos com mais de 35 anos, a periodontite agressiva tem uma evolução mais rápida, afectando principalmente indivíduos jovens.

Além disso, o tipo crónico é a forma mais comum das periodontites, sendo a agressiva uma forma rara.

A gengivite corresponde à forma mais leve deste tipo de doenças e provoca vermelhidão, edema e sangramento, mas ainda sem perda de inserção das gengivas (retracção) e sem reabsorção do suporte ósseo dentário. Geralmente nesta fase, os doentes referem pouco ou nenhum desconforto.

Esta patologia é reversível com tratamento profissional e cuidados higiénicos adequados por parte do doente. A gengivite se não for tratada, e se o doente apresentar uma susceptibilidade para as bactérias periodontais, pode evoluir para uma periodontite.

Nesta última, numa fase inicial e na sua forma leve, começa a destruição dos tecido de suporte dentário. Com o passar do tempo, pode assumir formas mais graves (periodontite moderada e avançada), levando a uma destruição progressiva do suporte ósseo e dos tecidos gengivais, podendo inclusivamente comprometer em definitivo os dentes afectados.

O sinal mais frequente e que mais precocemente nos avisa da existência de problemas na gengiva é a ocorrência de sangramento espontâneo ou após a escovagem. A hemorragia é consequência da existência de uma inflamação nos tecidos gengivais e pode estar presente tanto numa gengivite (forma menos grave) como numa periodontite (forma mais grave).

Além disso, é também frequente a presença de outros sinais, tais como:
» gengivas vermelhas e edemaciadas (aumento de volume);
» gengivas separadas dos dentes ou retraídas;
» supuração (pus) entre o dente e as gengivas,
» acompanhada de sabor desagradável e mau hálito persistente;
» mobilidade dentária;
» hipersensibilidade térmica;
» alterações da posição dos dentes;
» alterações na oclusão dentária (encaixe dos dentes superiores e inferiores).

Contudo, esteja alerta porque pode ter uma doença periodontal e, mesmo assim, não apresentar nenhum destes sintomas. Inclusivamente, na maioria das situações as doenças periodontais não provocam dor. Não obstante, se apresentar algum dos sinais referidos anteriormente deve consultar um Médico Dentista para um exame periodontal completo.

A placa bacteriana é composta por um biofilme extremamente aderente, de cor amarelada, que se forma continuamente na superfície dentária e que contém, entre outros, as próprias bactérias e respectivas toxinas.

Uma higiene oral cuidadosa, incluindo uma escovagem adequada e o uso de fio dentário, é fundamental para prevenir a deposição de placa bacteriana. Se porventura esta última não for removida adequadamente, pode transformar-se numa substância dura em aproximadamente dois dias, que apenas poderá ser eliminada através de um tratamento profissional.

Este biofilme protege as bactérias das defesas do organismo e se, com o passar do tempo, se infiltrar por baixo das gengivas, a sua remoção torna-se muito mais dificultada colocando o doente num patamar de risco para desenvolver doenças periodontais.

As doenças periodontais são infecções cuja principal causa é a acumulação de bactérias, sob a forma de placa bacteriana (também vulgarmente designada por tártaro), localizada por baixo das gengivas, mais concretamente, entre a gengiva e o dente, promovendo uma inflamação dos tecidos (gengivite).

Apesar das bactérias serem a causa principal das doenças periodontais, é necessário o contributo de outros factores para que uma gengivite progrida para uma periodontite, nomeadamente:

» susceptibilidade genética (antecedentes familiares);
» stress, hábitos tabágicos e consumo de álcool;
» bactérias mais virulentas;
» nutrição deficiente ou excesso de peso;
» doenças sistémicas como a diabetes ou alterações do sistema imunológico;
» alterações hormonais provocadas pela gravidez ou menopausa;
» medicação que potencie a resposta inflamatória ou que produza estados de imunosupressão;
» restaurações dentárias desajustadas ou dentes apinhados…

Estima-se que a maioria da população adulta, cerca de 3 em cada 4 pessoas, seja afectada universalmente por alguma forma de doença periodontal.
A gengivite afecta quase a totalidade da população, tanto infantil como adulta.
A periodontite afecta quase um em cada dois adultos com mais de 35 anos.

Contudo, somente 5 a 20% da população parece sofrer das formas mais severas de periodontite.

Toda a população em geral está em risco de desenvolver gengivite, se não conseguir higienizar adequadamente os seus dentes e remover de uma forma eficaz a placa bacteriana.

Se a gengivite persistir durante muito tempo e se acumularem outros factores (genéticos, ambientais, locais…) a doença pode progredir para uma periodontite. Nem todos os indivíduos com má higiene oral e gengivite desenvolvem periodontite. Para esta evolução ocorrer é necessário que o indivíduo apresente também uma predisposição para a doença, designada de susceptibilidade.

O termo “periodontal” quer dizer literalmente “à volta do dente”. As doenças periodontais são infecções causadas por bactérias que afectam o periodonto, ou seja, os tecidos que envolvem e suportam os dentes. Nomeadamente, a gengiva, o osso e o ligamento periodontal (estabelece a união entre a raiz do dente e o osso alveolar).

As doenças periodontais dividem-se em dois grandes grupos: as gengivites e as periodontites.

Na gengivite apenas a gengiva está afectada, existindo uma inflamação superficial reversível.
Na periodontite, além da inflamação da gengiva, há também uma destruição mais profunda e irreversível dos restantes tecidos de suporte, como o osso alveolar e o ligamento periodontal, podendo nas situações mais avançadas colocar em risco a sobrevivência dos dentes.